redescobertas

e eis que lendo um livro, de forma inicialmente descompromissada (mas esperando obter algum tipo de ajuda), eu percebi umas coisas que sempre soubera, mas nunca admitira. e me deu vontade de postar aqui… talvez porque a declaração que preciso fazer tenha que ser mais pra fora do que simplesmente no diário. mas isso é só um embuste… mas um começo são as palavras: eu secretamente me acho melhor do que os outros, minha autocrítica tão ferrenha não é humildade e sim reflexo desse sentimento de superioridade, de que sou especial, de que tenho que sempre me superar para corresponder a essa imagem que criei de mim mesma. penso constantemente em mim, no meu desempenho, na imagem que tenho dos outros, e busco a minha satisfação comigo mesma nos outros, na aprovação dos outros.. só assim eu mesma talvez me permita me aprovar – mas não, eu nunca poderei me dar por satisfeita, porque a imagem que tenho de mim mesma é na verdade impossível de se alcançar. só isso ajuda um monte a explicar o meu congelamento diante de novos desafios: meu medo de falhar às minhas próprias expectativas e ter q lidar com isso é grande demais. crio planos, mas não sigo em frente, fico como que crente que o mundo não enxerga o meu valor, mas sonhando com essa gloriosa possibilidade. é importante admitir uma coisa: nem tudo é possível, nem tudo depende do meu talento, e nem deveria depender. eu tenho falhas, não sou melhor ou pior se consigo realizar essa ou aquela tarefa.

é verdade: quando realizo algo de que tomam nota, me elogiam, dão crédito, logo fico nervosa, ansiosa. com aquele pensamento “será que consigo repetir isso da próxima vez?”. como se fosse “sorte” por ter conseguido, porque eu mesma não estou comigo enquanto faço as coisas, sei lá o que acontece. é como se eu me desvinculasse à minha produção, quando aquilo fica pronto, não é meu. é estranho. preciso me libertar dessa constante pressão, é isso que tem me deixado indisposta em relação a tudo. tendo a achar que a pressão é da faculdade, é do mercado de trabalho, é da sociedade. mas ela é muito mais minha.

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